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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Escrava ou submissa? Submissa ou escrava?


Submissas e escravas são tipos de bottoms, assim como brats, masoquistas, etc.
Há um tempo quero escrever sobre esse tema, porém acabei adiando por conta de outras tarefas. Nos últimos dias percebi que realmente precisa escrever algo sobre o assunto visto que vi muitos textos a respeito do tema, alguns com uma visão mais correta, porém outros completamente errados realçando relacionamentos abusivos e deixando para traz o aspecto da consensualidade que tanto pregamos.
Bom, uma submissa não é melhor que uma escrava e nem o contrario, portanto não estou aqui para discutir valores e fazer 
comparações do tipo.
Quando adentrei no BDSM, adentrei como submissa, tinha uma boa dose de liberdade e não devia satisfações a ninguém de coisas como que tipo de roupa eu estava, o que estava comendo, o que iria fazer, se iria sair, se eu falava era porque eu queria, se eu pedia uma opinião era porque eu queria e não porque era submissa de fulano. Me submetia apenas em sessão, porém com o passar do tempo isso não foi mais me satisfazendo e eu percebi que necessitava de um relacionamento 24/7, pois eu queria que a pessoa tivesse mais controle sobre mim.
Me sentia uma submissa, pois não tinha cedido completamente o poder sobre mim a alguém. Isso é ser submissa, é se submeter alguém entre 4 paredes (EPE) ou fora dela (PPE), mas continuar tomando decisões sobre a própria vida.
Quando me tornei escrava, cedi todo o controle sobre mim a meu dono entrando assim em um relacionamento (TPE- Total Power Exchange: Total troca de poder), porém isso não significa que me anulei ou que não posso interromper uma sessão no caso de algo estiver errado. TPE esta longe de ser um relacionamento abusivo. Explico melhor nesse texto sobre TPE:https://www.facebook.com/descobrindoobdsm/…/1482580102046111
Uma escrava é propriedade de seu mestre, enquanto uma submissa pode se sentir propriedade. Uma escrava ainda possui limites, mas pelo que conhecemos são poucos. Uma escrava em cena é mais passiva, normalmente não fala sem autorização, interrompe a sessão quando algo de grave acontece, sua entrega é maior, portanto a confiança no seu mestre é enorme. 
Uma escrava é uma submissa, mas nem toda submissa é escrava. Uma submissa não se torna escrava por querer se livrar das responsabilidades da vida, até porque um bom mestre incentiva sua propriedade a crescer como pessoa.
Uma escrava não é alguém que sente prazer apenas em humilhação e dor, pois quem sente prazer apenas nisso é puramente masoquista. Uma escrava sente prazer na escravidão completa, em ser propriedade.
Para uma escrava não basta apenas se dizer pertencente a alguém, o controle total que essa relação exige é necessário contato, portanto morar com o parceiro é o mais indicado.
A entrega que falamos não é apenas sentimental. Primeiramente é física, é a entrega que exige confiança, responsabilidade, conhecimento e tudo isso faz com que nos entregamos completamente interferindo o mínimo possível no relacionamento e na sessão.
Eu como escrava sinto admiração e excitação profunda por meu dono. Portanto as praticas realizadas por ele são prazerosas para ambos e não sou forçada a nada, pois se faço algo para agradar é porque eu quero.
Uma escrava não depende do dono para pensar, é alguém que possui opiniões que simplesmente agradam o dono. 
Uma escrava cede todos os aspectos relacionados ao controle para o top que normalmente é sobre as amizades, horários, atividades, roupas, maquiagem, tarefas enfim tudo relacionado a vida da bottom.
Uma escrava pode deixar "seus limites" nas mãos de seu dono para que ele os molde da maneira que sejam ultrapassados e que não fuja de nenhuma das bases que regem o BDSM. A confiança do mestre sobre a escrava e dela sobre ele terá de ser 100%.
Uma escrava consulta o dono sobre qualquer decisão e só não fará isso se for uma emergência.
Portanto a característica principal que diferencia uma submissa de uma escrava é o controle cedido pela escrava que é total e o nível mais intenso com que vive a D/s fazendo com que a entrega seja maior.



sexta-feira, 5 de junho de 2015

Tipos de bottoms do BDSM



Muito se fala sobre bottom e algumas pessoas ainda não sabem as diferenças entre os bottoms ou até mesmo que submisso é um tipo de bottom e não diferente do mesmo. O que sabemos é que bottom é a parte não dominante do BDSM, a parte que esta sob o domínio da outra, que está recebendo praticas ( sendo amarrado, apanhando, sendo humilhado ,etc). diante disso podemos observar que existem tipos específicos de bottoms com uma características, onde uma pessoa não necessita ser apenas um tipo podendo obter características dos outros. Cito como exemplos submissos (as) que apreciam muito a pratica de pet play sendo o pet um bottom, ou ate mesmo alguns submissos que podem ou não ser masoquistas.

É comum vermos por ai bottoms se intitularem tendo um lado mais forte na posição de bottom, porém deixarem claro que também são adeptos de outras práticas podendo se encaixar em mais de uma mantendo assim seu lado mais forte como sendo sua posição. Alguns exemplos podem ser vistos:

- Submissos, Escravos ou Brats que também apreciam a dor sendo masoquista também;
- Submissos, Escravos ou Brats que gostem de pet play;
- Submissos, Escravos ou Brats que gostem de age play;
- Submissos, Escravos ou Brats que gostem de shibari e bondage.

Veremos os principais tipos de bottoms e suas características:
SUBMISSO: São bottoms que sentem prazer de se submeter à vontade e desejo do Dominante. Há submissas de tempo integral (24/7) em que o controle do dominador é parcial, o submisso ainda possui uma boa dose de vontades e decisões (PPE) ou por tempo parcial sendo a submissão apenas em sessões (EPE).

ESCRAVO: Esse tipo de bottom possui uma entrega maior que a do submisso na relação, possui limites maiores, vive sobre relacionamentos 24/7 TPE. Possui seu prazer baseado no prazer de seu dono, é aquele submisso que decidiu ceder sua liberdade a um mestre que será seu dono. Esse tipo de bottom sempre é confundido com aqueles bottoms com prazer em práticas especificas, porém para mim não passa de role plays, pois uma pessoa que busca um “escravo doméstico” quer apenas alguém para limpar sua casa e não um escravo mesmo. Também existem aqueles bottom chamados de Money Slave mas cujo objetivo desse bottom não é o mesmo de um escravo.

PET: Esse é o bottom adepto da prática de pet play, age como um animal, alguns bons exemplos são os caninos, felinos e equinos. O bottom também pode ser humilhado sendo obrigado a agir como um animal que não gosta. Esse tipo de bottom normalmente é submisso, masoquista, brat ou escravo enfim não existe uma regra que proíba uma pessoa de ter outras praticas ligadas ao ser bottom.

MASOQUISTA: esse é o bottom que possui seu prazer na dor, na humilhação, mas assim como qualquer outro bottom pode ter limites e não sentir prazer em todas as praticas ligadas a dor e a humilhação propostas a ele. Não é porque um bottom é masoquista que necessariamente gosta de praticas como spanking hard, por exemplo, ou sente prazer se receber açoites em todas as partes permitidas do corpo.

DOREI: São as pessoas adeptas apenas ao BONDAGE e DISCIPLINA, ou seja, gostam apenas da imobilização e são bottoms, quem é amarrado. Esse nome é usado para os adeptos do Kinbaku (shibari / linha oriental), os adeptos do Bondage (linha ocidental) são chamados de modelo ou somente bottom.

BRAT: Ainda existe uma discussão sobre esse bottom, pois alguns acreditam que ele é um bottom da dominação e submissão e outros assim como eu acreditam que ele é da disciplina, então vamos lá. A palavra em si significa fedelho ou pirralho na língua inglesa. O Brat não possui como objetivo o prazer de se submeter ao top, não existe o desrespeito, ele gosta de provocar, de desafiar, de fazer birra, obedece quando quer e tem vontade, é arteiro, jamais se cala, pois questionar faz parte da sua essência, não é qualquer top que consegue disciplina-lo e eles fazem de tudo para que seus desejos sejam atendidos. Já vi Brats que gostam de pet play sendo assim uma animal desobediente, arteiro, ou o contrario para deixar o dono irritado. No age play poderia ser aquela criança bagunceira que desobedece em tudo, faz manha e birra até conseguir aquilo que quer. Não são os ditos submissos rebeldes, pois esses tem motivos para tal comportamento, podem não estar feliz com a relação, estão com excesso de carência, enfim os motivos podem ser vários. O dominador (a) não é o parceiro (a) ideal para o brat (a) ele logo irá perder a paciência e querer transformar a pessoa num submisso. O Tamer é o companheiro para o Brat, pois esse não prefere bottoms da submissão, não gosta da obediência e nem gosta de dominar mas sim de subjugar domar e disciplinar.

LITTLE/BABY: esse é o bottom do age play que pode ser da relação DD/lg, interpreta o( a) filha, sobrinho, aluno qualquer criança relacionada a esse role play.

SAM: Ta ai um tipo de bottom que nunca encontrei porém ja vi falar que existe, então vamos ver a definição do que seria.O nome significa Smart Ass Masochist, que seria bottoms masoquistas e não submissos, porém como forma de provocação ao top dizem ser submissos mesmo não sendo para receber castigo e punição depois.